segunda-feira, 14 de março de 2011

Como assim quem sou eu?

(Postando depois de um período tenso)

Perguntas existenciais raramente são respondidas. Quando alguem te pergunta quem é você, isso pode te dar um certo pânico e te levar a reflexão e a pensar: "mais quem sou eu?". Já me perguntei isso várias vezes e nunca cheguei a uma resposta definitiva, concreta. Nimguem sabe quem é de fato. O que sabemos sobre nós mesmos muda com o tempo, muda de acordo com as pessoas que convivemos. Nunca somos a mesma pessoa sempre. Tudo que sabemos é porque alguem nos contou ou porque percebemos algo em nós depois de um certo tempo. Pois o que nos somos varia de pessoa pra pessoa tambem. Cada um nos vê de uma forma. Cada um nos conhece de uma maneira diferente. Por isso, chego a conclusão básica de quem ninguem consegue se definir, ninguem se conhece de verdade. Portanto, quando alguem te perguntar quem é você, não tente responder, mas questione aquela pessoa a se perguntar tambem quem ela é. Pois, no fim, é só mais uma pergunta sem resposta.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Saudade

Sabe a saudade? É o pior sentimento que existe. Um aperto no peito, uma falta de ar, uma vontade incotrolável de chorare a lembraça de alguem ou algo de não sai da cabeça. Esses são os principais sintomas. E ela vem de várias formas: de alguem que já se foi, de alguem que está longe, de algo que perdemos, de momentos que não voltam mais, de habitos que já tivemos e de várias outras coisas. Ela é cruel. Aparece quando quer, sem prévio aviso. Se instala no peito e fica lá o tempo que quer. E mesmo que traga lembranças boas, traz um sentimento amargo de perda. Mas o pior tipo é a saudade com os dias contados. Parece que quanto mais perto chega, mais se sofre. A inquietação aumenta a cada instante em que se lembra que aquilo tudo vai acabar. E parece que mesmo quando acaba ela não vai embora. E por isso descobri que a saudade é um sentimento que nos segue a vida toda. Ela nunca acaba, só é amenizada. Então foi que descobri que conviver com ela faz parte. E assim, sigo a vida.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Velha Infância

Eu fui tão criança! Brinquei de todas as brincadeiras que conheci. Subi em árvores pra comer fruta do pé. Me machuquei várias e várias vezes. Cai aprendendo a andar de bicicleta. Aprendi a nadar. Vivi sem muitas preocupações. Desfrutei até mesmo de novidades tecnológicas da minha época de criança. Dependi dos meus pais pra quase tudo. Brinquei de boneca. Brinquei de luta. Brinquei só com meninas. Brinquei só com meninos. Brinquei com meninos e meninas. E além de tudo, fui inocente. E ao olhar pra trás e relembrar tudo que fiz, eu precebi que eu fui criança. Pois hoje em dia, as "crianças" precisam comprar  aparelhos eletrônicos pra se divertirem. Não sabem dar valor às coisas simples da vida. Se querem "brincar", ligam o computador ou o video game e brincam sozinhas. Não há mais interação entre as crianças, fator importante no seu desenvolvimento como ser humano. E isso sem dúvidas me revolta. As nossas crianças vão virar pessoas mesquinhas, egoístas e cada vez mais individualistas. Por isso, cuidem das nossas crianças. Elas são a esperança de um futuro melhor.